Período sem estrada só água e emocional abalado

Após ter conseguido chegar ao extremo norte do Brasil, e ser bem recebido por todos em Boa Vista, matéria globo Roraima,retornei a Manaus de ônibus em uma viagem de11 horas, agora essa madrugada pego o barco sentido Santarém, será 30 horas até lá, fico um dia e sigo para Macapá e Belém.

Vou fazendo exercícios de alongamento e fortalecimento para não ficar totalmente parado, será uma fase de recuperação das forças, tanto física tanto emocional.

Fico triste em saber que existe pessoas, que  ocupam  seu tempo para enviar mensagens de desânimo, e alguns tem a coragem de fazer uma ligação de longa distância para desencorajar  e tentar  fazer com que eu desista do desafio, confesso que isso me deixa fraco pois meu emocional está no limite,mas agora vou seguir com mais energia e foco.

Algumas das mensagens que tenho recebido:   Realmente incrível, um feito sobre-humano. Num primeiro momento achei bastante nobre o propósito, ví seu currículo e fiquei ainda mais impressionado, lí toda a biografia e várias notícias sobre a viagem, mas aí me surgiu uma dúvida: se o objetivo era arrecarar fundos para o GRAACC, por que foi pedido 260 mil em patrocínio para mover menos de 50 mil em doações? Desculpe-me, mas apesar da inciativa boa, não é contraproducente e, até certo ponto, capcioso?

Por Guilherme Giacometti

Esforço burro e idiota e tem gente que aplaude um cara desses  Por anônimo






Gostaria aqui de deixar meus sentimentos, a todos moradores das cidades serranas do Rio que sofrem com a tragédia das avalanches,dedico minha semana de desafio, para cada uma das vítimas, esse é um momento de todos serem solidários, seja doando alimentos, dinheiro e quem estiver disponibilidade de doarem seus trabalhos voluntários ou doarem sangue é muito importante.

É chegada a hora das autoridades, saírem de fato do discurso, e com atitude corajosa não deixar ninguém construir em locais tão arriscados,existem exemplos de países que não deixam ninguém construir em montanhas, e quando acontece deslizamentos, não há vítimas pois não tem urbanização nesses locais.

Temos ótimos técnicos, nas diversas áreas para ajudarem no planejamento para prevenção de grandes catástrofes, mas falta realmente vontade política e empenho coletivo para solucionar esses problemas.

Precisamos parar de ser reativos, é preciso colocar a universidade, comunidade,governos e outros setores para pensar de forma coletiva as melhores atitudes preventivas .

Um abraço e muita saúde a todos
Carlos Dias
11 6842 1204