Equipe de fisioterapia do CEGRAFE



Veja a entrevista realizada com o fisioterapeuta Marcos Tiburtino que juntamente com a equipe  do Centro Grava de fisioterapia esportiva -Cegrafe, me acompanha na  preparação para enfrentar os desafios da ultra maratona.

Quero aproveitar e agradecer toda a equipe do Cegrafe, pelo apoio, nas horas de dor física,pela amizade construída ao longo dos últimos 6 anos e pelo excelente trabalho realizado na recuperação pós competições e os trabalhos de fortalecimento e equilíbrio antes das provas.

Desde a Yoli com os trabalhos na piscina, Fabiana,Leandro,Ely,Marcos,Alexandre,Eric,Karina,Viviane,Marcela e Heloisa a acolhida de vocês com certeza fez diferença nos desafios conquistados e será uma alavanca imensa para o meu próximo.



1 - O Carlos Dias irá correr 27 finais de semana seguidos uma média de 120km em 24 horas, o que ele precisa fazer na clínica para preparar o corpo para esse desafio, sabendo que ele já tem um histórico em provas extremas?

O fato do Carlos Dias já ter um histórico em provas extremas nos deixa, de certa forma, mais tranquilos pois nos dá uma ideia do preparo e da resistência músculo-esquelética que ele tem. Na clínica procuramos amenizar ou sanar as lesões oriundas dos treinos e melhorar seu aparelho locomotor através de treinamentos funcionais.



2 - O que você recomenda ao Carlos Dias,agora  que falta menos de 30 dias para o início do desafio?


Minha orientação nesta reta final para o início do desafio é que ele redobre os cuidados durante os treinos para que não ocorra nenhuma lesão grave, que se alimente bem e que descanse sempre que possível.



3 - Ele irá parar a cada 6 horas com intervalos de 20 minutos cada parada para realizar recuperação e ir ao banheiro, o que a fisioterapia pode ajudar?

Neste curto período de pausa o mais importante é detectar, através de uma rápida avaliação, o surgimento de possíveis lesões e as condições físicas do atleta e, desta forma, entrar ou não com alguma medida reparadora.



4 - O Carlos Dias conseguiu nos últimos anos conquistar os principais e mais difíceis desertos do planeta, e nunca teve lesões que o fizesse parar de realizar seus desafios o que você atribui essa constância?

Eu acredito que o sucesso do Carlos Dias neste tipo de prova, com baixíssimo índice de lesões, se deve aos treinamentos,
ao conhecimento obtido durante o passar dos anos e a genética abençoada que tem. Outro fator que, com certeza, ajuda e muito na realização de provas extremas é ter a "cabeça boa". Quem o conhece sabe que talvez este seja seu ponto mais forte. Mens sana in corpore sano.



5 - Ele corre de Skechers Go Run e o bionic tênis ultraflexiveis e considerados minimalistas, a equipe testou o modelo Go run, pode falar um pouco sobre o que sentiu em relação ao tênis?

Ultimamente temos visto uma certa tendência ao uso de tênis minimalistas. Pessoalmente acredito que assim como existe uma ferramenta certa para cada tipo de reparo, exista um tipo de tênis para cada tipo de corrida. Creio também que a transição de um tênis "convencional" para um minimalista tem que acontecer de forma progressiva e respeitando o período de adaptação de cada um. Eu tive a oportunidade de testar o Skechers Go Run. Corri em diversos tipos de terreno (terra, grama, asfalto, esteira) e gostei da sensação de "liberdade dos pés". No início confesso que estranhei um pouco, talvez pelo baixo peso do tênis ou pela forma de pisar mas fui me adaptando até correr com total conforto.